sexta-feira, 29 de abril de 2016

Capítulo 01 - Naufrágio



Pelo oitavo dia consecutivo, a tempestade castigava o navio Black Rock...

Nuvens negras rodopiavam velozes no céu...

A escuridão era tão grande que era impossível saber se era dia ou noite...

E ondas gigantescas chocavam-se contra o convés do navio...

Os Vinte Deuses certamente estavam furiosos...

O experiente Capitão Born nunca havia estado em uma situação tão crítica...

Nem por tanto tempo...

Ele permanecia agarrado ao timão por mais de cem horas...

Lutando bravamente contra os redemoinhos, paredões e abismos formados pelas águas revoltas...

Era visível a exaustão dos tripulantes...

A caravela estava completamente sem rumo... 

Mas honrando seu nome, permanecia inteira e altiva, com um mínimo de avarias...

Felizmente, o Black Rock estava preparado para a longa travessia entre Malpetrim e Vollendann (Reino de Hongari - próxima à Triumphus); e continha muitas provisões...

Infelizmente, a fúria do Grande Oceano parecia longe de ser aplacada...

Um nível abaixo do convés, os passageiros permaneciam tensos...

Olhando assustados pelas minúsculas janelinhas (que não lhes davam a menor esperança)...

Alguns permaneciam deitados em suas redes, enrolados em cobertores e peles de animais, tremendo de frio e medo, orando para seus Deuses...

Outros caminhavam nervosos, tentando equilibrar-se entre caixotes e barris...

Mas a maioria estava enjoada e passando mal com o balanço extremo da embarcação...

De repente, um grito do Capitão Born ecoou mais forte que os trovões:

- TERRA A VISTA!!!

Tripulação e passageiros foram ao êxtase extremo!

Gritos de comemoração se ouvia por toda parte! Assim como o choro das crianças e das mulheres, agradecendo pelo milagre de estarem vivos!

Em verdade, o Capitão Born avistou as luzes de um farol...

E num último esforço, tentou conduzir sua nau em direção à terra firme!

Porém...

Dentro da enseada, onde as ondas eram menores e mais rápidas...

Não havia profundidade suficiente para a passagem de um navio tão grande quanto o Black Rock!

O resultado foi catastrófico...

O casco da caravela chocou-se violentamente contra a pedras submersas...

Em segundos, os níveis inferiores foram inundados pela água gelada e escura do mar tormentoso...

Que continuou subindo para os níveis superiores...

Destruindo armas... suprimentos... riquezas...

E não demorou a chegar aos aposentos dos passageiros...

O caos foi completo...

Homens, mulheres, idosos e crianças lutavam para escapar da morte iminente...

Gritos de dor e pedidos de ajuda ecoavam por todos os cantos...

E mesmo chegando ao nível do convés... a situação continuava ruim - graças às ondas gigantescas que continuavam se chocando contra o navio; tragando os sobreviventes para o mar revolto...

Em meio à confusão, uma elfa belíssima (longos cabelos dourados, levemente cacheados, traços delicados e algumas marcas de expressão, revelando muitos séculos de existência; usando mantos esvoaçantes cravejados de pedras preciosas); visivelmente desesperada, agarra o braço de um de vocês e pede:

- P-por favor... me ajudem! Minha filha... Nadine... ainda está lá embaixo! Ela... ela está grávida!



Recapitulando: vocês estão no Andar Superior (primeiro nível abaixo do Convés), dentro da Biblioteca. Os livros e os pergaminhos estão caindo no chão; e pelas escotilhas;
vocês não conseguem ver nada lá fora. O navio está inclinado em 30º para a esquerda (sendo a parte mais baixa a da porta). A elfa que busca ajuda para a filha acabou de
abrir a porta, visivelmente desesperada. Pelos corredores atrás dela, vocês notam mais pessoas desesperadas...

A mãe de Nadine está apavorada! Aparenta ser muito rica; e seus olhos azuis são incrivelmente profundos e perturbadores (como se um apelo mágico para ajudá-la). E afinal
de contas: trata-se de uma donzela em apuros! Ou seja: ajudá-la é o mínimo que se espera de heróis...

Caso eles se recusem a ajudá-la... a Elfa fechará a porta e continuará gritando por socorro pelos corredores...

Mas o grupo será "punido" por isso! Uma nova onda se chocará contra o casco do navio; e uma rachadura enorme se abrirá no chão; derrubando-os dois níveis abaixo...

Trata-se de uma queda de seis metros, em cima de tábuas e barris flutuantes, mergulhando nas águas escuras e geladas...

* Cada Jogador rola 1d10 e subtrai o resultado de seus Níveis de Vitalidade de todos os seus membros (sem direito à Teste de Defesa).

* Em seguida, exija um Teste de Esportes para conseguir nadar até as escadas submersas. Cada Personagem pode repetir esse Teste uma vez com o percentual normal e uma
vez com metade de seu percentual. Após esse terceiro Teste fracassado, a hipotermia fará com que sua Cabeça e seu Tronco estarão "zerados" (exigindo um Teste de Morte).

* Tentar "rebocar" um Personagem é possível... mas aquele que estiver tentando salvá-lo fará com metade do seu percentual normal...



Vejamos um "mapa esquemático" do Navio Black Rock:




Da esquerda para a direita, temos o Andar Inferior (Terceiro Andar - Depósito de Cargas); o Andar Intermediário (Segundo Andar - Aposentos dos Passageiros) e o Andar Superior (Primeiro Andar - Área de Convivência; onde os Personagens foram abordados pela mãe da Nadine na Biblioteca).

Cada Deck mede cerca de três metros de altura; e são interligados por escadas circulares de madeira. Todo o Andar Inferior e aproximadamente 60% do Andar Intermediário já foram tomados pelas águas (que continuam subindo; na proporção de 01 Metro a cada 03 Turnos). E a cada Cinco Turnos, o Navio inclina mais 05 Graus à esquerda...

A água está subindo através da popa (parte de trás do navio); e o quarto da Nadine é o penúltimo do lado esquerdo. Como a porta de madeira está trancada; a água ainda está abaixo do nível da cama; mas assim que a porta se abrir; uma onda irá inundar todo o aposento em um Turno!

Terceiro Andar (Deck Inferior):


O Terceiro Andar funcionava como depósito de cargas - onde eram armazenados os animais, caixotes, baús e tesouros transportados pelo Navio. Apenas a Tripulação tinha autorização para descer as quatro escadas que levavam ao último "subsolo". E era lá, em meio ao caos, que os Tripulantes estendiam suas redes e descansavam das longas jornadas de trabalho...

Segundo Andar (Deck Intermediário):


O Segundo Andar abrigava as 16 Cabines de Passageiros (Quartos); além das duas grandes Latrinas na proa (uma para os Passageiros e outra para os Tripulantes). Os aposentos eram relativamente confortáveis, com uma cama de casal feita com palha macia (coberta por lençóis de algodão); uma pequena mesa e um baú para pertences pessoais. Não existem janelas ou escotilhas neste andar - pois na maior parte do tempo, ele permanecia submerso.

Primeiro Andar (Deck Superior):


O Primeiro Andar equivalia à "área de convivência" dos atuais cruzeiros - abrigando a Cozinha, a suntuosa Sala de Jantar (com sua enorme mesa de madeira e cadeiras que mais parecem tronos); a Sala de Reuniões e a Biblioteca. Diferentemente dos decks inferiores, aqui existiam grandes janelas envidraçadas (além de pequenas escotilhas) em todos os aposentos.




Convés (Área Externa):


O Convés era a primeira "área externa" do Black Rock - e era muito frequentado pelos passageiros (principalmente durante o dia). Mas na maior parte do tempo, apenas a Tripulação trabalhava ali. Na proa, existia uma Capela em homenagem aos Vinte Deuses do Panteão (que também abrigava duas "escadas de emergência"); e na popa, a imensa cabine do Capitão Born (cujo acesso era terminantemente proibido - salvo se expressamente autorizado pelo comandante)!

Plataformas Superiores (Áreas Externas):


As Plataformas Superiores também  eram frequentadas pelos passageiros (principalmente a proa, que proporcionava uma visão espetacular); mas eram utilizadas prioritariamente pela Tripulação. Na popa, no ponto mais elevado, o Capitão Born e seu Imediato Morsky Zeewolf se revezavam dia-e-noite no comando da embarcação - manejando o enorme Timão...

Tripulação & Passageiros:


O Navio Black Rock necessitava de 12 Tripulantes (Capitão Born; o Imediato Zeewolf; um Cozinheiro; um Auxiliar de Cozinha; e oito Marujos). Os turnos de trabalho eram de 12 (doze) horas; sem direito à folga semanal em alto-mar. Este não era um Navio de Guerra - por isso, não possuía canhões ou sistemas de defesa à longa distância. Tratava-se de um Navio de Passageiros; com capacidade máxima de 32 pessoas (mas nesta derradeira viagem, possuía 30 passageiros).



Como dissemos, a Aventura começa com o Navio já encalhado nas pedras; inclinado em 30º para a esquerda. Todo o Deck Inferior e 60% do Deck Intermediário estão
inundados. E os aposentos de Nadine ficam justamente na parte submersa (embora a água ainda esteja abaixo do nível de sua cama). Ela está gritando desesperadamente
por ajuda - só que não há ninguém ali, naquele andar, para ajudá-la...

Se o grupo for "voluntariamente" ajudá-la; podem escolher entre descer a escada da Proa (na frente) ou a da Popa (nos fundos).

* Se optarem pela Proa, chegarão a um ponto  "seco" e escuro - ouvindo os gritos da Nadine. Porém, próximo ao Mastro Principal, já é possível ver as águas escuras e
frias. Para chegar até sua porta, será preciso 01 Teste de Esportes (Natação).

* Se optarem pela Popa, já nos primeiros degraus, sentirão as águas geladas entorpecendo seus músculos das pernas... Descer pelas águas exige 02 Testes de Esportes
(Natação): o primeiro para "chegar" ao Andar Intermediário; o segundo para se deslocar até a porta do quarto. Em caso de falha, o Personagem pode repetir o Teste
(usando metade de seu percentual normal). Nova falha indica afogamento e hipotermia (Teste de Morte).

Chegar é uma coisa... entrar é outra!

A pressão da água dificulta a abertura da porta; e o grupo precisa causar 10 Pontos de Dano nela; para enfim arrombá-la! Ou ser bem sucedido num Teste de Crime (com
metade do percentual normal - e apenas se o Personagem possuir as ferramentas para arrombar a fechadura). Cada Personagem pode aguentar três Turnos sem respirar.
Após esse tempo, será necessário mais um Teste de Esportes para "voltar" à área "seca".

Quando a porta do quarto for aberta... todos serão tragados para dentro dos aposentos!

O nível da água abaixará para 1,50 m (permitindo que "quase" todo mundo tome fôlego); mas ela continuará subindo, na proporção de 10 cm por Turno. O jeito é nadar
mais uma vez... escapando desse inferno!

Observação: cada Turno dentro d'água causa a perda de 01 Nível de Vitalidade em todos os membros...



Após o resgate de Nadine e o retorno ao Deck Superior; a Elfa abraçará a filha... e por meio de olhares, deixará claro sua eterna gratidão!

Poucos segundos depois, um homem loiro, alto, olhos verdes e barba cerrada; vestido como um corsário; aparecerá no corredor e ordenará:

- Venham todos! Rápido! O navio irá afundar!

Lá fora, no Convés, o caos é absoluto...

Tripulantes e Passageiros estão desesperados; apertando-se em pequenos botes de madeira; sendo abaixados ao mar... enquanto ondas gigantescas se chocam contra o navio!

Só resta um bote... com espaço para oito pessoas (e pelo menos dezesseis ainda estão ali):

* Nadine e sua mãe;

* Paladino de Khalmyr;

* Bardo e sua Guarda-Costas;

* Imediato Zeewolf;

* Capitão Born;

* Clérigo de Azgher;

* Maga;

* Samurai;

* Anão Guerreiro;

* Dois Haflings-Idosos;

* Três Marujos.

O Capitão Born não quer embarcar. Diz que é sua obrigação afundar com o seu Navio. Os dois Halflings-Idosos e a mãe de Nadine também não se importam em ficar (mas a garota meio-elfa grávida não se desgrudará da mãe)! Todos os demais serão... insistentes na luta por um lugar!

Definidos os oito que subirão no barco; os demais irão descê-los ao nível do mar...

E aguardarão o inevitável afundamento da caravela...

Dentro do bote, as ondas parecerão ainda maiores e assustadoras...

Mas o pior é que as correntes estão levando vocês em direção aos imensos paredões de rochas!

Dois barcos, um pouco a frente de vocês, foram destroçados impiedosamente...

E a correnteza está cada vez mais forte!

Eis que uma onda gigantesca levanta o pequeno barquinho muitos e muitos metros acima do nível inicial...

E como uma montanha-russa... vocês caem num abismo...

Mergulhando nas trevas...

Até que só reste o silêncio da morte...

(Clique Aqui para ir ao Flahsback do Paladino de Khalmyr).

Capítulo 02 - Torre

Assim que o grupo entra no Farol, encontra um Cavaleiro cercado por dois Ceratops e quatro Velocis agressivos. O Paladino usa uma armadura e uma espada parecida com as utilizadas pelo Klammar Reinheart; mas enegrecidas. E seu rosto revela uma forma cadavérica assustadora. Mesmo assim, ele parece aliviado com a presença de vocês...

E de qualquer modo, os Antropossauros ficam furiosos (atacando-os imediatamente)!

Após a batalha, o Cavaleiro diz:

- Muito obrigado, meus amigos... Sou Desmond Braveheart... bem... pelo menos eu fui... Não sei quanto tempo estou preso nesta maldita ilha... Eu fui um Cavaleiro da Ordem da Luz, como o senhor... mas, após o naufrágio do meu navio... fui atacado por estes malditos selvagens e perdi minha vida... Só não sei qual o motivo pelo qual o Deus da Justiça não me levou para seu Reino! Permaneço aqui... como morto-vivo... a muitos anos... buscando minha redenção como um Cavaleiro da Morte... até que eu seja digno do meu descanso eterno... Ei, esperem... vocês estão sentindo esse cheiro? Ah... droga! Fogo! Vamos, rápido!

Ele sobe as escadas circulares correndo... enquanto brada palavrões sobre "essas pragas malditas"!

No fim da escadaria, uma porta dá acesso ao lado de fora: um deck de madeira, situado a quase 30 metros do solo, rodeando uma fogueira apagada (ladeada por placas de metal). Nos céus, voando ao redor, seis Pteros trazem tochas acesas presas aos seus pés; e outros quatro (sem as tochas) voam mais próximos - soltando seus gritos estridentes e dando voos rasantes em cima do Cavaleiro da Morte...

Vocês notam quatro tochas caídas sobre o deck... e o fogo começa a se espalhar por ele!

Capítulo 03 - Floresta

Após o grupo ajudar Desmond na defesa da Torre do Farol; o Cavaleiro da Morte pede que eles se infiltrem na tribo dos selvagens - para descobrir o motivo dos ataques. Após uma série de encontros aleatórios com os mistérios da ilha, o grupo encontra a tribo - mas seus seguranças Ceratops não deixam o grupo entrar. E poderão ser hostis com o grupo, se insistirem. Eles dizem que apenas permitirão o acesso ao Rei Tanduk se o grupo trouxer uma orquídea azul, que nasce no pântano ao sul da ilha.

Eles só "esquecerem" de avisar que este é o território das Dragoas-Caçadoras!

Supondo que o grupo consiga a rara orquídea azul... eles terão acesso à tribo (e os Ceratops não serão hostis a eles - mas serão inimigos das Dragoas-Caçadoras).

(Conan na América - Tribos em Guerra).

Capítulo 04 - Templos

Depois de falar com a Lótus Púrpura ou o Rei Tanduk (trazendo a paz entre eles; ou esmagando o outro grupo); vocês são levados a um dos Templos Sagrados (de um ou de outro povo). Na verdade, o mesmo "Deus" comanda os dois povos (informação que o grupo dificilmente descobrirá - já que a confiança de Ceratops representam inimizade das Dragoas-Caçadoras; e vice-versa).

Senhor dos Mares é um terrível dragão marinho - que vive no fundo da baía onde o navio naufragou; e recebe oferendas dos Antropossauros em troca de sua segurança (impedindo que o terrível Deus Neraka escape da sua ilha-prisão). Mas com isso, NINGUÉM pode escapar da ilha!

Neraka é um Dragão Vermelho, que vive aprisionado no vulcão da ilha (e não pode ser morto). Ele é um Deus-Menor, e vive tentando causar uma erupção que o liberte da prisão subterrânea; mas seu Guardião criou um complexo sistema de dutos, que de tempos em tempos, alivia a "pressão" do vulcão; mantendo-o seguro. Bem... essa é a versão dele!

Desmond não acredita nessa história...

Ele nunca viu evidências nenhuma da existência deste "Deus Neraka"; mas sabe que o sádico Senhor dos Mares realmente impede que qualquer criatura entre ou saia da ilha. E acredita que o faça por magia, girando a roda através do Guardião (o que causa a aurora boreal). Só parando de girar a roda é que o encanto do Dragão Azul se desfazerá - libertando sua alma e o caminho dos Personagens.

Capítulo 05 - Xadrez Cinzento

Capítulo 06 - Xeque-Mate

Flashbacks do Bardo